E
nessa brincadeira eu descobri que o que a gente quer a gente tenta ter, aprendi
que não olhamos os motivos nem as consequências... Queremos porque queremos e
não há porque desistir sem tentar. Afinal, queremos!
Joguei
ideias fora e me renovei de motivações e causas. Simplifiquei aprendizado de
vida em convivência e me surpreendi ao entender que o tempo passa no tempo
dele.
Reciclei
velhos hábitos para poder falar de mim e de quem eu sou. Relembrei causas
perdidas e somei aos imprevistos e percebi que no fim da equação não me
enquadrei nas exatas. Soletrei sentimentos e me fiz pensante, talvez até mesmo
uma pensante persistente.
Me
equilibrei na corda bamba da censura e me vi diante uma sociedade no qual
discordo porém sigo. Me enquadro ao delírio de revolta ou de acomodação, sempre
me perguntei.
Anotei
respostas no arquivo pessoal de lembranças e me vi projetar novas
características, criar talvez nova persona. Possivelmente eu me alterei e
abracei causa sem motivo, certamente eu cometi falhas.
Me
vangloriei e também posso ter exposto o ridículo do não pensar tão quanto
ponderar.
Usei
palavras para concretizar ideias e calei-me diante muitas ocasiões e certamente
deveria ter exposto minha linha de raciocínio, não por estar certa, mas sim para
participar.
Me
inovei, renovei condutas, pensamentos e talvez até mesmo doutrinas. Observei e
nem tudo percebi, porém tentei entender.
Pouco
sei do que aprendi, mas aprendi que eu tenho que aprender demais.
Me
obriguei a insistir em tudo o que eu acreditei que era o melhor, mas percebi
que o melhor acontece sem a gente perceber.
Eu
sorri bastante, não por esperar elogios, mas por me sentir mais leve e talvez
até mesmo mais mulher ao usar minha boca para expressar tamanha obra de arte
natural.
Chorei
quando o meu corpo não conseguia suportar a ideia de dor, fosse ela física ou
moral.
Me
expressei como ser, me qualifiquei como pessoa, me transformei em alguém.
Evolui
minha cadeia de normas “éticas”, inventei motivos e bradei vitórias. Travei
guerra com razões pouco explicadas, me mantive em segredo para melhor
tratamento de meu ego.
Fui
simples e prática, mas também inflexível e confusa. Alterei modos e
configurei-me ao tempo de mudanças e me tornei um dia de cada vez.
Torci
parafusos para pregar objetivos em mente e classifica-los sempre como meta.
Trabalhei,
estudei, aprendi e sim também ensinei...
Nessa
brincadeira eu vivi, eu fui um eu, eu fui ela, você... Participei do nós e com
certeza a gente vai ter muita coisa ainda pra fazer, e quando tudo terminar, o
fechar dos olhos será como só mais uma noite e isso pode acontecer a qualquer
momento por isso guardo dentro de mim só o que eu sei que realmente mudou
alguma coisa em mim, pois isso é importante e faz parte do meu ser.
Sou
apta às mudanças por que sei que são elas que nos colocam encima do globo e nos
jogam pro mundão pra brincar de sobreviver mais um dia. Nisso ai, percebi que
só vivendo se faz uma vida.
Stéfany Luz
O.P 09/04/2013










