sábado, 13 de abril de 2013

Auto explicação




E nessa brincadeira eu descobri que o que a gente quer a gente tenta ter, aprendi que não olhamos os motivos nem as consequências... Queremos porque queremos e não há porque desistir sem tentar. Afinal, queremos!
Joguei ideias fora e me renovei de motivações e causas. Simplifiquei aprendizado de vida em convivência e me surpreendi ao entender que o tempo passa no tempo dele.
Reciclei velhos hábitos para poder falar de mim e de quem eu sou. Relembrei causas perdidas e somei aos imprevistos e percebi que no fim da equação não me enquadrei nas exatas. Soletrei sentimentos e me fiz pensante, talvez até mesmo uma pensante persistente.
Me equilibrei na corda bamba da censura e me vi diante uma sociedade no qual discordo porém sigo. Me enquadro ao delírio de revolta ou de acomodação, sempre me perguntei.
Anotei respostas no arquivo pessoal de lembranças e me vi projetar novas características, criar talvez nova persona. Possivelmente eu me alterei e abracei causa sem motivo, certamente eu cometi falhas.
Me vangloriei e também posso ter exposto o ridículo do não pensar tão quanto ponderar.
Usei palavras para concretizar ideias e calei-me diante muitas ocasiões e certamente deveria ter exposto minha linha de raciocínio, não por estar certa, mas sim para participar.
Me inovei, renovei condutas, pensamentos e talvez até mesmo doutrinas. Observei e nem tudo percebi, porém tentei entender.
Pouco sei do que aprendi, mas aprendi que eu tenho que aprender demais.
Me obriguei a insistir em tudo o que eu acreditei que era o melhor, mas percebi que o melhor acontece sem a gente perceber.
Eu sorri bastante, não por esperar elogios, mas por me sentir mais leve e talvez até mesmo mais mulher ao usar minha boca para expressar tamanha obra de arte natural.
Chorei quando o meu corpo não conseguia suportar a ideia de dor, fosse ela física ou moral.
Me expressei como ser, me qualifiquei como pessoa, me transformei em alguém.
Evolui minha cadeia de normas “éticas”, inventei motivos e bradei vitórias. Travei guerra com razões pouco explicadas, me mantive em segredo para melhor tratamento de meu ego.
Fui simples e prática, mas também inflexível e confusa. Alterei modos e configurei-me ao tempo de mudanças e me tornei um dia de cada vez.
Torci parafusos para pregar objetivos em mente e classifica-los sempre como meta.
Trabalhei, estudei, aprendi e sim também ensinei...
Nessa brincadeira eu vivi, eu fui um eu, eu fui ela, você... Participei do nós e com certeza a gente vai ter muita coisa ainda pra fazer, e quando tudo terminar, o fechar dos olhos será como só mais uma noite e isso pode acontecer a qualquer momento por isso guardo dentro de mim só o que eu sei que realmente mudou alguma coisa em mim, pois isso é importante e faz parte do meu ser.
Sou apta às mudanças por que sei que são elas que nos colocam encima do globo e nos jogam pro mundão pra brincar de sobreviver mais um dia. Nisso ai, percebi que só vivendo se faz uma vida.



Stéfany Luz
O.P 09/04/2013

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